sábado, 29 de março de 2025

"A vida além das telas"


    Na noite de ontem, finalizamos nossa participação no Concurso de Redação Fomentando o Saber, promovido pelo Rotary Clube de Bariri.

    Divulgamos aqui nossos textos participantes.

    Muito orgulho de vocês, nossos alunos incríveis e fabulosos!!!

Limitando o uso das telas: uma parceria a se fazer com o tempo

Já faz parte do senso comum admitir a importância dos aparelhos eletrônicos e da internet no tecido social. Atualmente, é a tecnologia usada para absolutamente tudo. Pesquisar, trabalhar, se comunicar. Sem esquecer de que na pandemia da covid-19 as redes sociais foram o meio mais utilizado para a comunicação com nossos familiares e amigos. Além disso,  a internet, de modo geral, foi amplamente utilizada para realização de estudos, trabalho, aquisição de informação, leitura, entretenimento e outras atividades criadas nessa época. Tudo isso on-line, o que há alguns anos seria inimaginável, a partir de 2020 tornou-se uma realidade, contudo, ainda não sabemos qual seria o limite exato para o uso saudável dessa invenção humana tão endeusada.

A pandemia entrou tristemente para a história, o tempo passou e com ele a tecnologia foi avançando, entretanto os cuidados e limites com as telas foram diminuindo. E hoje, temos conhecimento de adultos, jovens e crianças que estão desenvolvendo vários problemas com a saúde física e mental. De acordo com a pediatra Ana Luiza Braga, da cidade de Campinas-SP, foi feita uma pesquisa nos Estados Unidos, cujo resultado mostrou que durante a quarentena as crianças estavam gastando cerca de metade do dia diante das telas dos dispositivos eletrônicos. “Esses dados exigem atenção. O uso excessivo, que tende a aumentar durante o isolamento social, implica riscos à saúde física e emocional dos pequenos.”, comenta a doutora. E atualmente não é diferente, fato tão preocupante que a Lei 15.100/2025 foi decretada no Brasil, restringindo o uso de celulares nas escolas de educação básica, com a finalidade de mitigar os impactos negativos do uso excessivo de celulares.

Vale ressaltar que o uso de celulares nas escolas estava naturalizado, o que estava trazendo problemas na concentração dos estudantes, além das possíveis implicações na saúde física, mental e emocional das crianças e adolescentes. Logo, a tão polêmica lei foi criada para salvaguardar o direito ao ensino, garantido pela constituição, uma vez que todos os estudos que fundamentaram a lei apontaram o uso excessivo do aparelho como um dos responsáveis por diminuir a concentração dos estudantes durante as atividades dedicadas ao estudo e desenvolvimento do pensamento.

Outro agravante do uso exagerado de celular refere-se à segurança das crianças e adolescentes no mundo virtual. Pesquisa publicada pelo ChildFund Brasil alerta para o fato de que os adolescentes ficam, em média, 4 horas por dia na internet, pasmem : além das atividades escolares. O dado assusta, pois complementa que 5,6 milhões de adolescentes podem já ter sofrido violência sexual. Intervir nessa realidade é responsabilidade dos adultos, daí a necessidade de monitoramento e estabelecer limite no uso.

Portanto,  limitar o uso das telas parece um monstro de sete cabeças, mas na verdade também é uma questão de tempo. Assim como foi naturalizado o uso das escolas, essa prática possivelmente será revertida. E crianças e adolescentes vão criar memórias com quem amam, criar memórias para contar para as pessoas, porque a vida está acontecendo por aí, muito além das telas. 

Ashley Ribeiro


Equilíbrio e qualidade de vida

Em dezembro de 2024, foi assinada pelo Presidente da República a Lei 15100/2025 restringindo a utilização de celulares  e outros dispositivos eletrônicos pelos alunos nas unidades escolares da rede pública e privada de ensino, promulgada para melhorar a educação nas escolas e a saúde física, mental e emocional dos alunos, porque pesquisas comprovaram que o uso exagerado dos equipamentos era uma das causas da falta de atenção e interação dos estudantes. 

Em primeiro lugar  vamos observar os acontecimentos que prejudicam as pessoas por conta de aparelhos eletrônicos, o médico neurocirurgião Felipe Mendes, membro da sociedade brasileira de neurocirurgia, alerta para os riscos do uso excessivo do celular afirmando que “O uso prolongado pode causar  alterações cerebrais significativas, que afetam tanto a saúde física quanto a mental”.

Outro prejuízo do uso excessivo dos celulares tem a ver com a qualidade das relações familiares, pois não é só na escola e somente estudantes que abusam da tecnologia digital, há responsáveis por crianças que não dão atenção para seus filhos por conta desses aparelhos.

No entanto, há algumas vantagens no uso dessa tecnologia tão acolhida pela sociedade, a principal delas é que esses aparelhos contribuem muito para a manutenção da saúde e da própria existência da humanidade, pois podem rastrear frequência cardíaca, padrões  de sono, níveis de atividades física e até mesmo sinais vitais como oxigênio no sangue. Sem contar que serve para ajudar as pessoas com que elas precisam em atividades do dia a dia, das mais básicas às mais sofisticadas.

Portanto, é necessário o equilíbrio do uso do celular entre crianças e  adolescentes, assim o jovem irá desenvolver-se com qualidade, adquirindo conhecimento com saúde e tornando-se um adulto autônomo. 

Davi Mattos

A  verdadeira liberdade

Em dezembro de 2024, a Lei 15100/2025, restringindo o uso de celulares na escola, foi promulgada para melhorar a educação básica. Isso tornou-se necessário a partir de estudos realizados tanto em âmbito global como em universidades brasileiras, os quais confirmaram que o uso exagerado prejudica a aprendizagem nas escolas. Segundo o relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2022, 65% dos estudantes afirmaram que ficaram distraídos  por estar usando celular e outros eletrônicos  nas aulas de matemática; outros 59% relataram que a distração foi causada por colegas estarem usando os dispositivos. Tais dados chamaram a atenção das autoridades brasileiras que agiram em favor de crianças e, sobretudo, adolescentes brasileiros.

Apesar de os celulares servirem para coisas muito úteis, como por exemplo aprofundar o ensino e a capacidade do aluno, foi constatado que não era isso que vinha acontecendo, uma vez que alunos, sem um limite oferecido pelos adultos, abusaram do uso dessa ferramenta tecnológica. Essa realidade trouxe para as salas de aula muitos momentos de distração, desatenção, conflitos disciplinares, desigualdade de acesso, isolamento social, problemas de saúde mental e problemas físicos. Uma lista de prejuízos, que possivelmente será revertida com o bom senso de todos.

Um exemplo bem simples desses prejuízos e que provoca impacto muito negativo no desenvolvimento da aprendizagem é o fato de que, muitas vezes, estudantes estavam com o celular, enquanto professores explicavam um conceito novo; ou quando estavam fazendo uma avaliação/atividade, que requer atenção, o celular despertava, fazia um barulho, perdendo o foco e concentração dos alunos. Essas ocorrências são relatadas por alunos e professores em uma série de reportagens sobre o tema, portanto é um consenso de que o celular nas aulas, sem limite, traz mais prejuízos que benefícios.

Além disso, o uso exagerado como estava sendo naturalizado entre os estudantes, mostrou que interfere, e muito, em atividades essenciais como brincar, socializar, descansar e alimentar-se da maneira correta. É o que destaca a psicóloga Marjorie Rodrigues Wanderley, do Hospital Pequeno Príncipe, pois de acordo com   a especialista, dois principais fatores  estão relacionados a casos de ansiedade: a frequência e o modo de uso. Se a sociedade tem consciência dessa realidade, não é justo para com os jovens permitir que sejam atingidos dessa maneira, felizmente algo está sendo feito.

Logo, a partir dessas reflexões, percebe-se que a proibição do uso de celular não foi algo que  prejudicou mais do que ajudou, como muitos acreditam. As pessoas, de modo geral, incluindo crianças e adolescentes, não devem ficar dependentes demais dele, porque qualquer tecnologia digital se for usada de maneira adequada, será extremamente útil. E, finalmente, as crianças e adolescentes ficarão livres da dependência do celular e irão lembrar de que a vida não gira em torno das redes, há um mundo lindo e real além das telas.

Isabela Rossi

A vida além das telas 

A vida além telas tem suas desvantagens e suas vantagens, para  adolescentes, adultos e idosos, isso porque a tecnologia pode prosseguir ajudando e/ou prejudicando a saúde mental. E como isso acontece?

A vantagem da tecnologia é que ela traz e ajuda o dia a dia das pessoas. Ela permite acesso rápido às informações, dá pra conversar com pessoas  distantes, tirar as pessoas do tédio,  ajuda a fazer receitas e muito mais. Na área da saúde, agricultura, economia e indústria os impactos positivos são enormes, não se pode esquecer.

No entanto, a internet também pode trazer coisas totalmente diferentes do nosso mundo real, e isso pode prejudicar  principalmente a vida dos jovens. E quando chamamos a atenção para as meninas e mulheres, os prejuízos podem ser maiores. Há os riscos de abuso e violência sexual, que podem começar na internet.

É fato indiscutível que o excesso de tela pode ser ruim para a saúde das pessoas, tanto física como mental. Além disso, o uso exagerado de tecnologia digital pode dificultar a socialização e trazer problemas com a autoestima, sabe-se que muitas vezes jovens preocupam-se demais com o que outras pessoas podem pensar sobre eles  a partir do que vêm publicado na internet.

Enfim, a internet pode ser ruim e boa ao mesmo tempo, no mesmo contexto. Ao trazer vícios, quanto ao seu uso, mostra-se como algo ruim; porém, ela pode ser útil ao trazer praticidade no dia a dia das pessoas. Portanto, é preciso refletir sobre quando a vida além das telas deve ter um espaço em nossas vidas.


Jênifer de Jesus


A vida que ninguém vê

2020. Ano de pandemia. Época em que todas as pessoas ficaram trancadas em suas casas, apenas com uma única coisa que parecia entretê-las: o celular. Dia, tarde, noite e até madrugadas preenchidas de informações fornecidas pelas redes sociais e outras funções dos aparelhos eletrônicos. Mas será que essa abundância de telas faz realmente bem para as gerações de hoje em dia?

Atualmente, a influência de telas em nosso dia a dia é muito grande, segundo a psicóloga Tatiane Possani, doutora em Psicobiologia pela FFCLRP da USP, é indiscutível que o uso da tecnologia pode colaborar para a otimização do tempo, gerenciamento de tarefas e trazer maior rapidez para desempenhar diversas atividades, entretanto, o estar a todo momento conectado pode dificultar o estabelecimento de prioridades. Imagine isso quando a conversa é sobre crianças e adolescentes, os prejuízos podem ser multiplicados.

Constatações como a citada acima são frequentes na área da saúde e educação, destacando que o excesso de tecnologia na nossa vida já se mostrou muito ruim de alguns anos para cá, acompanhando o avanço dela mesma. As discussões só ampliam a necessidade de limitar o acesso às telas, como uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) a qual concluiu que o uso excessivo de telas está ligado a uma piora da saúde mental de idosos, adultos, adolescentes e crianças. Mais preocupante ainda é em relação às crianças, pois esse mesmo estudo revelou que 72% delas encontraram aumento da depressão associado ao uso excessivo de telas.

Infelizmente, os danos não param por aí. Adolescentes e jovens são muito atraídos pelas redes sociais, e é esse espaço que pode estar motivando o elevado aumento de problemas mentais e emocionais entre eles. Adolescentes, principalmente do gênero feminino, comparam-se a um "padrão estético perfeito" oferecido por influencers, mesmo quando esse padrão é praticamente impossível de se alcançar. O resultado disso é autoestima fragilizada, o que só complica a construção de identidade desse grupo. 

Não fica difícil concluir que a tecnologia pode trazer muitos problemas psicológicos, como citado anteriormente, por isso especialistas, como o psicólogo e professor da Uninter, Ivo Carraro, alertam que "O celular ativa continuamente o Sistema de Recompensa, estrutura do cérebro que recebe toda atividade prazerosa. Esse estímulo constante é o que gera dependência, em um processo similar à atuação de drogas ilícitas".

Logo, podemos sim pensar que a tecnologia recente é boa e prática, entretanto é preciso sempre manter-se em alerta, vigilante e crítico. Adultos precisam ajudar a proteger tanto a saúde mental da criança quanto a física, evitando dificuldades futuramente; adolescentes precisam ter limites quanto ao uso, para assim usufruir ao máximo as potencialidades dessa ferramenta. Se assim não for, corremos o risco de a qualquer dia ler mais um anúncio da OMS (Organização Mundial de Saúde) declarando que estamos vivendo mais uma pandemia, aquela que não nos deixará enxergar nada além das telas. Pense nisso.


Júlia de Oliveira


Evolução tecnológica e evolução do aprendizado: é possível andarem juntas?

No dia 15 de dezembro foi promulgada a Lei 15100/2025 restringindo o uso de celular nas escolas por conta do excesso de uso dos aparelhos, pois foi identificado que esse uso abusivo causava muitos problemas em escolas. Relatos mostraram que muitos alunos não prestam atenção nos professores. Sabe-se que o uso dele às vezes é bom e ruim ao mesmo, porque a maioria dos adolescentes fica com um probleminha no pescoço ou na vista e também no aprendizado.

Não se pode negar que a internet, bem como o uso do celular, produziu na sociedade muitas vantagens em sua evolução, por exemplo, com o uso do  celular é possível acessar que algumas coisas ajudam no aprendizado dos adolescentes e crianças, porque a maioria dos adolescentes realizava pesquisa de diversos tipos de títulos das matérias. Na medicina, indústria, agricultura e outras áreas, as telinhas foram muito bem vindas e trouxeram muito progresso.

Porém, não tem só vantagens, existe um lado negativo disso é que atrapalha alguns dos professores na hora da explicação, já que o uso dos aparelhos eletrônicos tirava muito o foco dos adolescentes. Além disso, havia pessoas que se tornaram antissociais, e também muitas das vezes alguns alunos não faziam tarefa, tanto de casa como de escola, e quase a maioria das crianças não se desenvolvia, alguns alunos repetiam de ano por não  prestarem  atenção na matéria.

Tudo isso comprova-se com dados estatísticos que colaboraram na elaboração da lei citada no primeiro parágrafo, tal como as informações do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) no relatório de 2022, no qual concluiu-se que alunos que passaram mais de cinco horas diárias conectados obtiveram, em média, 49 pontos a menos em matemática do que aqueles que utilizam o dispositivos por até uma hora.

Portanto, essa lei, na minha opinião, foi muito boa, porque agora os alunos se enturmam com mais frequência, prestam mais atenção nas matérias, não ficam mais mexendo no celular na hora da explicação. Com essa mudança, os adolescentes vão conseguir entender mais a matéria e vão conseguir evoluir tanto em notas quanto no aprendizado. Indo além das telas eles podem conquistar muito mais vitórias.


Kauany Feliciano


A tecnologia será mesmo a única vilã?

Enciclopédias, dicionários,  arquivos, fichários, bibliotecas físicas, esses eram alguns exclusivos instrumentos utilizados, há algum tempo, para tirar alguma dúvida sobre um assunto, o que não era, exatamente, algo tão democrático, uma vez que esses recursos tinham um custo financeiro que não estava ao alcance da maioria dos brasileiros. Hoje, só alguns toques na tela de um celular bastam para acessar um vídeo ou site com todas as informações que se buscam, e melhor, com um custo muito mais acessível. Contudo, será que esse avanço é algo bom? Tudo que existe possui seus lados positivos e negativos e é claro que o mundo virtual não ficaria de fora. Existem vários assuntos nos quais podemos aprofundar, mas o escolhido será sobre a recente lei que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos nas escolas.

Obviamente, o celular vinha atrapalhando o desenvolvimento pedagógico do estudante, mas será que proibir seria mesmo a melhor opção? Desenvolver um sistema de educação tecnológica não seria uma ideia melhor? É verdade que para muitos essa lei melhorou seu desenvolvimento acadêmico, para alguns na força do ódio, mas melhorou. Mas será mesmo que o estudante não comprometido em aprender vai prestar atenção na aula agora, no lugar de se distrair com outra coisa?

Certamente, não. Às vezes, o problema da falta de concentração do jovem é por causa do modo de ensino. Uma abordagem que não o entretenha, entediante e monótona, não restam dúvidas: o adolescente não irá focar e até o ventilador girando será uma distração. "Não é proibir o celular na sala de aula que vai garantir que os estudantes tenham mais atenção nas aulas ou que se interessem mais pela escola. O que vai trazer essa solução que a gente tanto busca, que é trazer de novo o interesse da nossa turma para dentro da sala de aula, é trazer um ambiente mais tecnológico para a escola, dentro da sala de aula, é melhorar a dinâmica e a didática das nossas aulas, é garantir uma formação mais lúdica dos nossos estudantes”, afirma o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Hugo Silva.

Outrossim, não é de hoje que as instituições de ensino desrespeitam vários direitos dos estudantes. Como por exemplo, a retirada do celular do próprio aluno - tendo ele usado ou não o aparelho -, o que fere o artigo 17, do capítulo 2 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que abrange a preservação dos objetos pessoais, o que cabe às escolas é aplicar punições pedagógicas, como advertências, mas acho que ninguém de fato respeita isso. Muitas escolas revisam os alunos e retiram o aparelho do dono, para armazenar em algum lugar no qual, se houver danos ao objeto, o instituto não se responsabiliza. A meu ver, esse não é o melhor caminho para uma educação democrática e segura.

É verdade que a tecnologia afeta o desenvolvimento social do aluno, são muitos os estudos sobre o uso excessivo da tecnologia por adolescente concluindo que eles podem desenvolver comportamento antissocial, ansiedade, depressão e outros problemas que não atingem somente o convívio social. No entanto, enturmar-se para pessoas tímidas e reservadas requer muito de si, a ansiedade de falar algo errado ou desinteressante leva à procrastinação do ato. Não é tão simples assim, como apenas deixá-lo sem celular para conversar mais com alguém.

Por fim, este texto apresentou apenas motivos contrários à proibição da nova lei, mas é claro que existem vários benefícios, já que como citado anteriormente, tudo possui prós e contras. Seu ponto alvo é esclarecer que o ideal seria pensar uma ideia que trouxesse um resultado mais eficiente, não só dentro dessas instituições, mas no próprio dia a dia dos jovens, dando a eles mais autonomia e inteligência para fazer melhor uso do tempo livre com ou sem tecnologia digital. 


Larissa Bueno


Carpe diem (aproveite o momento)

O mundo além das telas é um termo utilizado para se referir às pessoas que vivem na Internet  e àquelas que vivem fora. A Internet é um meio de comunicação virtual através de redes sociais como Instagram, Facebook, WhatsApp e o X, antigo Twitter, pois esses são os aplicativos  mais famosos do mundo onde é possível conversar com os familiares, pessoas, etc. Não se pode esquecer do YouTube, uma plataforma que transmite vídeo, onde muitas pessoas como Renato Garcia, Enaldinho, Jazzghost, Júlio Cocielo ficaram famosos e ricos, postando vídeos lá e também em outras redes sociais. 

Primeiramente, vale destacar que as redes sociais podem prejudicar a vida social dos jovens e adultos que ficam 24 horas no celular e esquecem do mundo. Muitas pessoas sofreram e ainda sofrem golpes,  racismo, exposição da vida da pessoa através das redes sociais, fatos que até mesmo podem levar à morte por sofrerem bullying, já que outros seres humanos  criam contas fakes para cometer atos de racismo, zoação,  expondo a vida social da outra pessoa, as quais podem cometer suicídio por não gostarem de serem expostos  nas redes sociais. Essa realidade é preocupante demais, pois de  acordo com o site “www.avast.com”, em média, um quarto das crianças e adolescentes praticam cyberbullying com alguém nos últimos cinco anos. Em 2021, 16% dos estudantes do ensino médio disseram que foram vítimas de bullying eletrônico nos últimos 12 meses, meninas (20%) sofreram mais bullying online do que meninos (11%).

Além disso, muitas crianças,  jovens e adultos esquecem de viver, de aproveitar a infância e a família para ficar 24 horas seguidas nas redes sociais e em sites pornográficos, para satisfazer os seus prazeres momentâneos,  principalmente os adolescentes na puberdade. Há, também, pessoas que  morreram por tirar fotos fazendo sinais sem saber o significado delas e postando no Instagram, pois lá tem a porcentagem maior de casos. A prática também é fortemente associada à indicadores de saúde  mental comprometida. Adolescentes que informaram não ter amigos, que acreditam que ninguém se importa com eles e que a vida não vale a pena também sofrem com cyberbullying. Isso é reforçado no discurso de Deborah Malta, pesquisadora da UFMG: “Esses resultados estão em conformidade com a literatura, que identificou que essas vítimas tiveram um aumento substância nos rios relacionados com depressão, ideações suicidas, tentativas de suicídio e automatização”. 

Portanto, a lei que restringe o uso de celular nas escolas foi certeira, pois os alunos se concentraram mais nas aulas e não ficam querendo acessar toda hora os seus aparelhos. Além disso, os professores não precisam atrapalhar a aula para chamar a atenção dos alunos. Todos saem ganhando, pois é bom sim consultar no celular, fazer pesquisas, jogar, conversar com os amigos familiares, porém tem um limite de tempo na Internet ,pois existe uma vida além das telas. E é nessa vida real que as melhores experiências acontecem, pois uma hora o tempo chega e quando chegar não vai ter como voltar. 


Miguel Mussi

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Setembro Amarelo: como surgiu e por que ele é tão importante

 Embora o suicídio seja um assunto delicado, ele não pode se tornar um tabu. É preciso falar e acolher para conseguir prevenir

POR JULIA DI SPAGNA ATUALIZADO EM 6 SET 2021, 14H37 - PUBLICADO EM 6 SET 2... 


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio em algum lugar do planeta. Ou seja, em um ano, mais de 800 mil pessoas perdem sua vida dessa maneira. Dados levantados pela instituição em 2016 também apontam que suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos.  

Diante desse cenário, fica clara a necessidade de dar mais atenção ao tema, com campanhas de conscientização e debates que possibilitem a quebra do tabu sobre o problema. E é essa a proposta do Setembro Amarelo.

Iniciada no Brasil em 2015, a campanha brasileira de prevenção ao suicídio busca popularizar a discussão ajudando a identificar sinais de alerta e incentivar a prevenção.  

Como surgiu?

Em setembro de 1994, nos Estados Unidos, o jovem de 17 anos Mike Emme cometeu suicídio. Ele tinha um Mustang 68 amarelo e, no dia do seu velório, seus pais e amigos decidiram distribuir cartões amarrados em fitas amarelas com frases de apoio para pessoas que pudessem estar enfrentando problemas emocionais. 

A ideia acabou desencadeando um movimento de prevenção ao suicídio e até hoje o símbolo da campanha é uma fita amarela. 

Inspirado no caso Emme, o “Setembro Amarelo” foi adotado em 2015 no Brasil pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) (...)

Leia mais em: https://guiadoestudante.abril.com.br/atualidades/setembro-amarelo-como-surgiu-e-por-que-ele-e-tao-importante/





sexta-feira, 10 de setembro de 2021

O que é energia nuclear?




É a energia produzida a partir da fissão do núcleo de um átomo, que libera uma grande quantidade de calor, suficiente para produzir energia considerada limpa e renovável.

Este tipo de energia é produzido nas usinas termonucleares, que utilizam urânio e outros elementos radioativos como seu combustível.




O processo de fissão nuclear acontece quando o núcleo do átomo se divide em duas partes, assim liberando uma grande quantia de calor que se transforma em uma energia não poluente.
Apesar de não poluente ainda existem algumas desvantagens sobre esse tipo de energia, por exemplo:
1. A utilização de energia nuclear engloba os riscos de acidente nas usinas nucleares, que podem provocar graves danos à população e ao meio ambiente).
2. Os maiores desastres em centrais nucleares aconteceram em Chernobyl e Fukushima. Depois do desastre em Fukushima (causado por um terremoto), ocorreram várias manifestações contra a existência de centrais nucleares.

Conforme artigo publicado no XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCÃO, em outubro de 2012, de autoria de Marcelo Aires Moreira (UFCG)  e outros pesquisadores, "mesmo considerando a gravidade dos acidentes citados, o mundo os enxergavam apenas como acidentes locais e o aquecimento é reconhecidamente global, assim, não jogar CO2 por si só, seria "uma boa" razão para seu uso. Na verdade, o processo produtivo da energia nuclear não libera nenhum gás do efeito estufa em quantidades apreciáveis, nem enxofre ou nitrogênio e isso não podem ser desprezados."

Além da produção de energia ela também pode ser utilizada na produção de armas nucleares, por meio de uma reação descontrolada onde as fissões ocorrem muito rapidamente.

Segundo a WNA (Associação Nuclear Mundial, da sigla em Inglês), hoje, 14% da energia elétrica no mundo, é gerada através de fonte nuclear e este percentual tende a crescer com a construção de novas usinas, principalmente nos países em desenvolvimento (China, Índia, etc.).


Energia nuclear no Brasil:

O Brasil é um dos países que mais produzem energia nuclear, devido ao fato dele possui a sexta maior reserva de urânio no mundo, o que assegura uma independência no suprimento do combustível.

Artigo escrito por João Henrique Moraes Carvalho Valentim

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

DEMOCRACIA?



O GOLPE

O MILITAR

O MASSACRE


A SOBERANIA

A TORTURA

A CRUELDADE


A MALDADE 

O PREDOMÍNIO

AS AGRESSÕES


AS OBRIGAÇÕES

A CORRUPÇÃO

A INJUSTIÇA


A LIBERDADE

A CENSURA

A SUBVERSÃO


O PROTESTO

A LUTA

O FIM.


9ºA e 9ºB

Escola Masson


segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Educação em Bariri


        



Alunos em início de campanha de prevenção ao coronavírus, quando o uso de máscaras ainda não era obrigatório

A educação em Bariri é levada a sério. É o que mostram os dados coletados no último IBGE, por eles é possível fazer uma leitura de como está avançando a educação no município.






Apae de Bariri
Apae de Bariri


Corpo Coreógrafico da Escola Masson

Muitos projetos são realizados para melhorar a qualidade do ensino na cidade, por exemplo, a aquisição de apostilas para as aulas; incentivo à educação inclusiva; formação continuada dos professores; atividades artísticas e esportivas; atividades de incentivo à leitura em parceria com a biblioteca municipal, dentre outras.


Outro aspecto que tem contribuído para a educação de Bariri tornar-se cada vez mais aprimorada é sobre a elaboração do Plano Nacional de Educação. Nele as metas traçadas são estudadas e colocadas em prática pela comunidade.

Recentemente, devido à pandemia de coronavírus, assim como todo o planeta, Bariri precisou adequar-se ao novo formato de ensino. Para isso, aulas remotas foram implementadas e, apesar de não ser nem de longe o ideal de educação que esperamos, é  com esse sistema que alunos e professores garantem, atualmente, que o processo de aprendizagem continue. “A aula on-line é boa, porque podemos estudar no conforto e em segurança de casa”, afirma a aluna Myrelle Silva. No entanto, “há o impasse relacionado aos alunos que não possuem o acesso a essas aulas”, continua a professora Meire Fiuza. 


Aula usando o Googlemeet


A educação de Bariri está sempre participando de outros projetos promovidos por outras instituições do município, como por exemplo, PROERD, Educação para o Trânsito, projetos com indústrias locais e com a área da Saúde.


Palestra sobre Educação para o Trânsito














        A Escola Masson, onde nós estudamos, é um desses locais que promove essa educação de qualidade. A escola comemora,  no próximo dia 14 de outubro, 62 anos de sua fundação e as homenagens para essa data ainda estão sendo definidas.

Para a volta às aulas presenciais, são aguardados os alunos em todas escolas da rede com a aplicação de protocolos de segurança para que o andamento das aulas seja produtivo e os alunos, funcionários e educadores estejam protegidos.

Nesse caminho de comprometimento da administração do município, dos funcionários da educação, das famílias e, sobretudo, dos alunos, a educação em Bariri acena para um futuro sempre próspero.










Alunos da Escola Masson (9º e 9ºB)

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Carta aberta à equipe gestora da escola



Como bem sabemos, a leitura é algo muito importante para as pessoas saberem ler e escrever melhor. Considerando que a escola é um lugar onde é possível desenvolver a inteligência dos alunos e deixá-los cada vez mais espertos, pensamos que é preciso ter muito espaço de leitura na escola.


Em nossas atividades diárias, já estamos acostumados a encontrar textos para ler o tempo todo. E muitos projetos já são feitos para incentivar a leitura, escolas desenvolvem atividades de leitura semanalmente; bibliotecas emprestam livros para a população; professores motivam os alunos a ler e muitos pais também estimulam a leitura em casa.


A publicação desta carta em nosso blog  busca aumentar o alcance dessas ações. Entretanto, nós, alunos do 6º ano A e B, acreditamos que mais pode ser feito. Portanto, por meio desta carta, queremos solicitar a instalação de um “Jardim da Leitura”. Acreditamos que essa é uma medida que está ao alcance da administração, que, além de resultar em benefício para os alunos, também mostrará para a comunidade escolar que a instituição está tão engajada quanto seus alunos na luta pelo incentivo à leitura.


18 de agosto de 2021.

 Alunos do 6º ano A e B.


terça-feira, 18 de maio de 2021

18 de maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes



18 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, data determinada oficialmente pela Lei 9.970/2000, em memória à menina Araceli Crespo, de 08 anos de idade, que foi sequestrada, violentada e assassinada em 18 de maio de 1973. Portanto, o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes incentiva que em todo o Brasil sejam realizadas ações que visem alertar toda a sociedade sobre a necessidade da prevenção à violência sexual.

Diariamente crianças e adolescentes são expostos a diversas formas de violência nos diversos ambientes por eles frequentados. Dessa forma, a família, a sociedade e o poder público, devem ser envolvidos na discussão e nas atividades propostas em relação à prevenção ao abuso e exploração sexual, alertando principalmente que as vítimas, em sua grande maioria, não tem a percepção do que é o abuso sexual.

A violência sexual de crianças e adolescentes pode ocorrer em várias idades (incluindo bebês), e em todas as classes sociais, podendo ser de várias formas, como:

  • abuso sexual: a criança é utilizada por adulto, ou até um adolescente, para praticar algum ato de natureza sexual;
  • exploração sexual: usar crianças e adolescentes com propósito de troca ou de obter lucro financeiro ou de outra natureza em turismo sexual, tráfico, pornografia, ou também em rede de prostituição.

Assim que for identificada a violência sexual, antes mesmo de conversar com a vítima, é importante entrar em contato com profissional que possa colaborar e dar o encaminhamento correto de acordo com o caso, conforme a Lei nº. 13.431/2017.

Ressaltamos a importância do trabalho em rede, destacando os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), que são unidades públicas que funcionam como porta de entrada para o atendimento de pessoas em situação de risco social ou que tiveram seus direitos violados. Salientamos que principalmente não culpabilizem a criança ou o adolescente e que, identifiquem quaisquer elementos e situações de risco que possam haver.

Havendo alguma suspeita é possível fazer a denúncia por meio do canal Disque 100. A ligação é gratuita, funciona todos os dias da semana, por 24h, inclusive sábados, domingos e feriados. A denúncia pode ser feita também na Polícia Militar, pelo número 190, ou Polícia Rodoviária Federal, pelo 191. O sigilo é garantido, e as ligações podem ser feitas por aparelhos fixos ou móvel. Mais informações poderão ser obtidas no site www.facabonito.org.br

Texto: CPSE/SUPAS

Publicado por: Leomar Alves Rosa

Disponível em:https://www.sedhast.ms.gov.br/18-de-maio-dia-nacional-de-combate-ao-abuso-e-exploracao-sexual-de-criancas-e-adolescentes/Acesso em 18/05/2021, às 13h28.

"A vida além das telas"

     Na noite de ontem, finalizamos nossa participação no Concurso de Redação Fomentando o Saber, promovido pelo Rotary Clube de...