terça-feira, 18 de maio de 2021

18 de maio: Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes



18 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, data determinada oficialmente pela Lei 9.970/2000, em memória à menina Araceli Crespo, de 08 anos de idade, que foi sequestrada, violentada e assassinada em 18 de maio de 1973. Portanto, o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes incentiva que em todo o Brasil sejam realizadas ações que visem alertar toda a sociedade sobre a necessidade da prevenção à violência sexual.

Diariamente crianças e adolescentes são expostos a diversas formas de violência nos diversos ambientes por eles frequentados. Dessa forma, a família, a sociedade e o poder público, devem ser envolvidos na discussão e nas atividades propostas em relação à prevenção ao abuso e exploração sexual, alertando principalmente que as vítimas, em sua grande maioria, não tem a percepção do que é o abuso sexual.

A violência sexual de crianças e adolescentes pode ocorrer em várias idades (incluindo bebês), e em todas as classes sociais, podendo ser de várias formas, como:

  • abuso sexual: a criança é utilizada por adulto, ou até um adolescente, para praticar algum ato de natureza sexual;
  • exploração sexual: usar crianças e adolescentes com propósito de troca ou de obter lucro financeiro ou de outra natureza em turismo sexual, tráfico, pornografia, ou também em rede de prostituição.

Assim que for identificada a violência sexual, antes mesmo de conversar com a vítima, é importante entrar em contato com profissional que possa colaborar e dar o encaminhamento correto de acordo com o caso, conforme a Lei nº. 13.431/2017.

Ressaltamos a importância do trabalho em rede, destacando os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), que são unidades públicas que funcionam como porta de entrada para o atendimento de pessoas em situação de risco social ou que tiveram seus direitos violados. Salientamos que principalmente não culpabilizem a criança ou o adolescente e que, identifiquem quaisquer elementos e situações de risco que possam haver.

Havendo alguma suspeita é possível fazer a denúncia por meio do canal Disque 100. A ligação é gratuita, funciona todos os dias da semana, por 24h, inclusive sábados, domingos e feriados. A denúncia pode ser feita também na Polícia Militar, pelo número 190, ou Polícia Rodoviária Federal, pelo 191. O sigilo é garantido, e as ligações podem ser feitas por aparelhos fixos ou móvel. Mais informações poderão ser obtidas no site www.facabonito.org.br

Texto: CPSE/SUPAS

Publicado por: Leomar Alves Rosa

Disponível em:https://www.sedhast.ms.gov.br/18-de-maio-dia-nacional-de-combate-ao-abuso-e-exploracao-sexual-de-criancas-e-adolescentes/Acesso em 18/05/2021, às 13h28.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Os benefícios do uso do aparelho celular e da internet no ambiente escolar

  

 
Muitos pais, responsáveis por crianças e adolescentes e educadores destacam, com frequência, sobre os riscos de uso do aparelho celular na escola. Contudo, os benefícios desse uso são muito importantes para a educação e isso tem que ser levado em conta.

    Primeiramente, é bom lembrar que essa ferramenta não é só útil no ambiente escolar, atualmente em todos os setores da sociedade o celular e a internet estão colaborando e muito para a produtividade das pessoas. Sem contar que será muito difícil adaptar-se às novas tecnologias, deixando o celular de lado.

    Além disso, com o celular é possível saber informações instantaneamente, fotografar textos que não conseguimos terminar, pesquisar sobre qualquer tema, ajudar um colega que não pode vir a aula, fazer vídeos para memorizar os temas estudados e, por que não, fazer meme dos professores; aprender também pode ser divertido.

    Portanto, o ideal seria que os alunos e professores ficassem em sintonia quanto ao uso do celular, para que seus benefícios sejam explorados. Para isso o Ministério da Educação poderia organizar campanhas que incentivasse o uso consciente do celular, fornecesse acesso a todos alunos e promovessem projetos nos quais os alunos aprendessem muito com o celular.

8º C

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Inclusão escolar de autistas no Brasil

 

 


O artigo 5 º da constituição brasileira garante que todos somos iguais perante a lei, e o artigo 6º diz que todos temos direito à educação. No livro de Gilberto Dimenstein, “Cidadão de papel”, ele cita diversos direitos que são garantidos por lei, mas na realidade, não são obedecidos. O autista no Brasil sofre diversos preconceitos. Na escola, a inclusão do mesmo é praticamente inválida, uma vez que existem muitos professores que não são capacitados e treinados para ensinar de forma inclusiva um aluno com TEA (Transtorno do Espectro Autista). Diante disso, é necessário a atuação do Ministério da Educação para mudanças nesse panorama.

A priori, a sociedade brasileira não foi formada sobre o pilar da ética pautada na alteridade, o que faz com que coletivos marginalizados, como autistas, tenham dificuldade de se inserir nas escolas e viverem em sociedade sem sofrerem preconceitos. Esse ideal de alteridade, proposto pelo sociólogo francês Levinas, vem de encontro com a postura cultural do brasileiro que é de não se colocar no lugar dos outros indivíduos. Muitas pessoas veem os autistas como incapazes de aprender, ler, escrever e até mesmo de frequentar as escolas, indo contra o ideal de alteridade e agindo com preconceito com as pessoas que possuem TEA.



Como consequência da cultura não empática dos brasileiros, o sistema educacional se faz exclusor e é, ainda, um dos mantenedores das desigualdades sociais. As desigualdades sociais se dão em vários aspectos, como por exemplo a incapacitação de professores que não sabem como adaptar uma aula para autistas, o que compromete o direito de total aprendizagem ao aluno deficiente. Sendo assim, a lei que garante educação a todos, não é colocada em prática.

Portanto, é crucial a intervenção do estado em parceria com o Ministério da Educação, exigindo e dando suporte aos professores para realizarem uma pós-graduação e assim, tornarem-se especialistas no ensino para deficientes, e estes, terão mais qualidade de ensino escolar. Para que a inclusão na sociedade e nas escolas seja de uma maneira pautada na ética da alteridade, os poderes do estado e do ministério da educação deveriam, por meio de uma ampla divulgação midiática, financiar desenhos animados com personagens autistas, para as crianças. Já para os jovens e adultos, poderia implantar propagandas televisivas sobre o que é o autismo, assim incluindo-os e diminuindo o preconceito das pessoas, informando-as como agir e respeitar uma pessoa autista.

Juliana Pereira

Qual o sentido do amor?

 Essa pergunta poderia ser respondida facilmente com a resposta, “é por causa da reprodução”, mas a atração também ocorre por seres do mesmo gênero, então vou explicar o motivo de amarmos usando fatos científicos.




Com base na pesquisa da Carmita Abdo, psiquiatra coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o amor nada mais é do que o resultado de várias reações químicas do cérebro, e existe com o intuito único de alastrar a nossa espécie sobre este planeta. Em outras palavras, amamos porque somos o resultado de um processo evolutivo bem sucedido.

 Mas ainda sim isso não explica totalmente o fato de amarmos, pois existem seres que sentem atração pelo mesmo gênero, ou seja, como eles iriam sentir atração sendo que não procriam? Bom, essa resposta pode ser respondida com base no livro Biological Exuberance, de Bruce Bagemihl, publicado em 1999. O texto citava inúmeros exemplos de relações homossexuais em uma gigantesca variedade de espécies, que logo viraram objeto de estudo sistemático por parte dos cientistas.

Segundo Vasey, apesar de centenas de espécies terem sido observadas tentando realizar práticas sexuais com parceiros do mesmo sexo em ocasiões isoladas, poucos fazem isso perpetuamente em sua vida.


No caso dos macacos-japoneses, Vasey e sua equipe observaram que mesmo participando de relações sexuais com outras fêmeas, elas continuavam interessadas nos machos. Entre esses animais, as fêmeas frequentemente montam no macho, aparentemente elas fazem isso para incentivá-lo a acasalar.


E em alguns casos, existem razões evolucionárias para explicar o comportamento homossexual dos animais, podemos usar de exemplo os machos da espécie moscas-das-frutas, que em seus primeiros 30 minutos de vida tenta copular com qualquer mosca que ver. Só depois eles aprendem a reconhecer o odor das fêmeas virgens e se concentram nelas.
Essa abordagem de tentativa e erro pode parecer ineficaz. Mas o biólogo David Featherstone, da Universidade de Illinois, discorda e acha eficaz para a sobrevivência da espécie. Na natureza, moscas de diferentes habitats podem mostrar misturas de feromônios ligeiramente diferentes, logo se eles fossem programados para reconhecer apenas um tipo de odor poderiam perder oportunidades de ter filhotes, esta opinião foi retratada pelo biólogo David Featherstone em que ele diz “Um macho poderia perder a oportunidade de ter filhotes viáveis se fossem programados para reconhecer apenas um tipo de odor”.



Os besouros-castanhos machos usam um truque diferente. Eles copulam entre si e até depositam esperma no parceiro. Se o macho que estiver carregando esse esperma acasalar depois com uma fêmea, esse esperma poderá ser transferido – assim, o macho que produziu o esperma fertiliza uma fêmea sem ter que cortejá-la.

Em ambos os casos, os machos estão usando um comportamento homossexual como uma maneira de fertilizar mais fêmeas.

Por isso, fica claro porque esses comportamentos podem ter sido favorecidos durante a evolução das espécies. Mas também se nota que essas duas espécies estão longe de serem estritamente homossexuais.


Entre aves, algumas fêmeas se unem a outras para cuidar de seus filhotes

Outros animais, no entanto, realmente parecem ser totalmente homossexuais. Um deles é o albatroz-de-laysan, que vive no arquipélago americano do Havaí.

Entre esses enormes pássaros, os casais normalmente permanecem 'casados' por toda a vida e participam ativamente dos cuidados com os filhotes.

Mas em uma população da ilha de Oahu, 31% dos casais são formados por duas fêmeas sem parentesco entre si. E mais: elas cuidam de filhotes cujos pais são machos que já estão em um 'casamento estável' com outra fêmea, mas 'pulam a cerca' para acasalar com uma ou ambas as fêmeas do casal de mesmo sexo.

Segundo a bióloga Marlene Zuk, da Universidade de Minnesota, se as fêmeas de albatrozes não criassem seus filhotes com outra fêmea, teriam mais dificuldades para chocar seus ovos e buscar comida.

Mas, novamente, não se trata de animais principalmente homossexuais. Estudos dessa e de outras espécies de pássaros sugerem que a união homossexual ocorre como uma resposta à falta de machos e é mais rara quando uma população tem uma proporção mais equilibrada entre os dois sexos.


E se olharmos para nossos parentes mais próximos, os primatas humanoides? Os bonobos, por exemplo, são uma espécie de chimpanzé extremamente ativa sexualmente. Tanto machos quanto fêmeas apresentam comportamentos homossexuais.

Mas o sexo entre esses animais também tem a função de consolidar as relações sociais. Bonobos podem usar o sexo para se aproximar de membros dominantes do grupo e assim ganhar mais status. Até mesmo os mais jovens costumam confortar outros com abraços e atos sexuais.

Algumas espécies de golfinhos também apresentam comportamentos homossexuais que os ajudam dentro do grupo. Mas, no fim, todos acasalam com membros do outro sexo para se reproduzirem.

Todas essas espécies seriam melhor descritas como 'bissexuais', pois transitam facilmente entre os dois comportamentos e não mostram uma orientação sexual consistente.

Homossexuais “puros”

Apenas duas espécies reconhecidamente exibem preferência pelo mesmo sexo pelo resto da vida, mesmo quando há parceiros suficientes do outro sexo. Uma delas, claro, é a espécie humana. A outra é o carneiro domesticado.

Em rebanhos ovinos, até 8% dos machos preferem outros machos mesmo quando há fêmeas férteis no grupo.

Em 1994, neurocientistas descobriram que esses machos tinham o cérebro ligeiramente diferente do resto, com um hipotálamo menor – a parte que controla a liberação de hormônios sexuais.

Isso endossaria o polêmico estudo do neurocientista Simon LeVay, que em 1991 descreveu uma diferença entre a estrutura cerebral de homens gays e heterossexuais.

Mas LeVay acredita que carneiros selvagens não apresentam o mesmo comportamento. Segundo ele, o animal domesticado foi aos poucos sendo 'manipulado' por criadores para produzir fêmeas que se reproduzem o mais frequentemente possível, o que pode ter permitido o aumento do número de machos homossexuais.

Por isso, tanto LeVay quanto Vasey afirmam que os humanos são o único caso documentado de 'verdadeira' homossexualidade entre animais selvagens.

Talvez nunca encontremos um animal selvagem que seja estritamente homossexual como muitos humanos. Mas podemos estar certos de que vamos descobrir cada vez mais animais que não se encaixam nas categorias tradicionais de orientação sexual.

Eles usam o sexo para satisfazer todo tipo de necessidade, do simples prazer à afirmação social. E isso exige flexibilidade.

Resumidamente, podemos dizer que o amor é uma forma de procriação, afirmação social, nutrir nossos desejos sociais e sexuais. Então com base nessas pesquisas, os locais também favorecem o local, ou seja, a cultura. Em um lugar onde a religião é mussoumana, tu seria morto apenas por gostar de alguém da sua espécie, em contra-partida temos a Islândia, um país considerado ótimo para os homossexuais, ou seja, um país que você pode amar livremente quem você quiser. Espero ter ajudado vocês leitores a entender um pouco de como é o amor, usando bases científicas.

 GragoSol










Você é dois?

 Esse enigma foi criado por Anderson Gaveta, ele levanta um tema muito bom que é: seria o seu eu do passado uma pessoa diferente do seu eu do futuro?


Essa pergunta não é uma teoria, mas sim uma espécie de enigma existencial, ele não possui uma verdade propriamente dita e nem uma mentira, a verdade é relativa. Esse enigma tem uma relação muito boa com o teorema do navio de Teseu, mas vamos aprimorar esse teorema para os dias atuais.

Vamos fingir que você, leitor deste texto, compre um carro, um fusca, e por achar ele feio você comece a modificá-lo, primeiro as rodas, depois o capô e assim por diante, mas ainda sim deixa algumas evidências do carro antigo. Mas depois de alguns anos, você resolve modificar esse carro por inteiro e aqui começa o teorema, pois se o carro já não tem mais as mesmas partes, como ele poderia ser considerado um fusca? “Como saber se eu sou eu, se todas as minhas partes já não são mais as mesmas?”
Se seus órgãos, suas células, seus ossos e sua aparência já não é mais a mesma, como sabe que você é você?

Com esse teorema podemos aprender algo: nossa noção de identidade é algo frágil e muito complexa. Em sua opinião, um objeto que teve todas as suas partes trocadas seria um outro ser? Vamos dizer que você engordou e tem barba, você é outra pessoa? E se pegássemos a parte original do fusca e o reconstruísse, qual seria o seu verdadeiro carro? Você é a soma de todas as suas modificações ou é um conjunto do presente? Muitas perguntas, poucas respostas, mas vou tentar respondê-las usando psicologia, a filosofia e a neurociência.

Bom, a resposta para algumas dessas perguntas poderia ser respondida facilmente no caso dos seres humanos, o eu do passado é o mesmo do futuro, pois eu tenho consciência e sei quem eu sou, tenho minhas memórias e experiências, mas isso complica quando tentamos saber o que é a consciência.
Em 1960 foi realizado um estudo em que usaram pessoas com a síndrome do cérebro dividido, no qual as duas partes cerebrais não se comunicam, surgindo uma segunda inteligência. Podemos usar o caso em que os cientistas mostraram uma imagem apenas para o olho esquerdo da pessoa, e quando perguntaram o que ele havia visto ele disse nada, mas ao darem um lápis a ele, ele simplesmente conseguiu desenhar a imagem, e em outro experimento mostraram que por seu cérebro não se comunicar com outro, as partes criam independência.

Vamos dizer que em um futuro distante o mundo evolui ao ponto de eles poderem tirar metade do seu cérebro e colocar em um outro corpo, qual dos dois seria o verdadeiro? O do corpo original ou do corpo secundário? Os dois têm a mesma mente, que provavelmente vai ter vida diferente e adquirir experiências novas, ele seria o falso, mas como ele seria o falso se ele existe, se tem memória e consciência? Então, para complementar eu diria que nenhum dos dois é falso, mas nenhum é verdadeiro, como eu disse no começo a verdade é relativa, e depende do ponto de vista da pessoa que irá ver. Por exemplo, se a gente modificasse um cachorro, ele seria um cachorro ou o animal que a gente modificou? Provavelmente diríamos que é o animal que a gente fez ele virar, mas na realidade ele também tem consciência, então ele seria um cachorro modificado?
Podemos dizer que sim.

E no carro que não tem consciência nem vida própria? Diremos que não, pois ele não tem memória nem consciência para saber o que ele é.

GragoSol

Persistência de relacionamentos abusivos

 É de suma importância falar sobre a persistência de relacionamentos abusivos vivenciados por tantas pessoas, em especial, as mulheres. Um relacionamento muitas vezes só é visto como abusivo quando ocorre agressão física, mas é aí que as pessoas se enganam, é também abusivo quando o parceiro  priva sua parceira de sair e manter contato com amigos e outras pessoas em geral, até mesmo familiares. O perfil de um abusador é uma pessoa controladora, que  manipula e  agride de diversas formas, sejam elas verbais ou não verbais.

Um exemplo de uma figura extremamente conhecida no movimento feminista é a Frida Khalo, que viveu durante anos dentro de um relacionamento abusivo. A mesma permaneceu casada com Diego Rivera durante 25 anos, entre muitas traições da parte dele, Frida sabia que ele a traía e isso lhe trazia muita angústia e tristeza, mas com o passar do tempo foi se acostumando e aceitando essa situação, pois pensava que não conseguiria viver sem ele.

Frida era uma mulher extremamente forte, sua força inspira milhares de mulheres até hoje. Ao contrário do que muitos pensam, as mulheres não “aceitam” viver em um relacionamento abusivo porque é fraca, nenhuma mulher aceita viver em uma tortura como esta. Mas o abusador as mantêm presas dentro desse círculo vicioso de perdão que as fazem pensar que o amor tudo pode perdoar, que elas precisam deles para serem felizes e amadas, mas não, as mulheres e nem ninguém precisam de uma pessoa controladora e que ofuscam o seu brilho causando dependência emocional e muitas das vezes até morte, quando o abusador por pensar que a vítima é propriedade dele, comete homicídio ou feminicídio, causado por ciúmes extremo.

Muitas pessoas passam anos dentro de um relacionamento tóxico, mas não percebem que aquela relação não é saudável. Para ensinar essas pessoas desde cedo como identificar uma relação abusiva e como sair dela, o Ministério da Educação deveria implantar um conteúdo no currículo das escolas que ensine como identificar uma relação tóxica e como sair dela, para quando esses jovens e adolescentes estiverem dentro de um relacionamento abusivo, não corram risco de permanecer nele, ou de ser o abusador. Para as pessoas que não frequentam mais as escolas, o poder Público deveria fazer propagandas informativas sobre relacionamentos abusivos por meios de comunicação, como por exemplo a TV aberta, seria um alerta e conscientização para pessoas que estejam vivendo essa tortura e risco eminente de morte.

Juliana Pereira

Como enfrentar nossos demônios?

 Para responder essa pergunta eu gosto de olhar para a psicologia Jungiana, criada por Carl Jung, o pai da psicologia analítica.


Você provavelmente já pensou que fugir de um problema é a coisa mais fácil a se fazer, e podemos afirmar que certos problemas são assim, mas existem casos em que ignorar um problema o faz aumentar, até demais.

Jung fala sobre esse assunto e diz que gastamos energia demais tentando esconder nossos medos e defeitos, sendo que aceitar a nossa sombra pode ser uma das coisas mais libertadoras da vida.

Convenhamos... fugir de sentimentos é algo cansativo, a gente para de fazer coisas por causa da ansiedade de algo dar errado, a gente evita situações desfavoráveis criando uma fobia social, estraga relacionamentos criando a vontade de ficar só e no final do dia aquele sentimento ruim continua lá. E nessas horas podemos usar a psicologia de Jung a nosso favor, pois como ele mesmo diz.

“uma neurose não é uma desgraça [...] Não é algo fatal, mas fica pior à medida que o indivíduo está determinado a ignorá-la”. Carl Jung / Civilização em transição.
 

A neurose é só um jeito do corpo pedir uma mudança, e quando você decidir encarar isso pode haver um baque de realidade, vai ser algo cansativo e irritante, mas quando conseguir mudar vai ser melhor do que viver em um mundo de ilusão, pois “Eu caio, eu me trato, eu aprendo”.

Um psicólogo vai ser de grande ajuda nessa tarefa, mas se tu tem medo ou receio, tente procurar um amigo próximo e conte seus problemas e tente mudar seu estilo de vida, não completamente, mas apenas aquilo que está te afetando, esconder seus demônios pode ser mais difícil do que aprender a lidar com eles.

 

GragoSol

O meu belo amor

 Como eu poderia explicar o surgimento desse grande amor? Bom, vamos começar de onde se deve começar, o começo.

Quando eu conheci essa pessoa eu vivia sempre “feliz”, pensamentos ruins eram rotina e quando eu a conheci eu apenas olhava ela brincar com meu amigo e nunca me aproximei, mas mal sabia eu que no próximo ano eu viraria seu amigo.

E tente adivinhar como essa grande amizade começou! Você acha que foi com um esbarro ou com interesses em comum, talvez possa ser em uma biblioteca?
Se você pensou isto você está completamente enganado! Essa grande amizade que perdura até hoje começou com um simples gesto de propiciar uma régua. E depois desse dia, vamos dizer que minha vida ficou marcada, conversa vai e conversa vem, cada dia mais eu me sentia feliz por estar perto daquela pessoa, no começo poderia até ser interesse romântico, mas depois de alguns anos esse interesse sumiu e surgiu um outro, um amor mais philico e storgiano.
Ao invés de querer namorá-la eu só quero fazê-la feliz, não precisamente comprando presentes ou a namorando, e sim me mantendo perto o bastante para protegê-la, psicologicamente e fisicamente, não quero vê-la machucada, nem que eu tenha que me sacrificar, esse amor é muito importante para eu deixá-la sofrer.

Ela me salvou e eu tentarei salvá-la, não importando como. Enquanto eu estiver vivo eu tentarei protegê-la. Este texto dedico a minha melhor amiga e possivelmente a única que vai me aguentar por anos, obrigado por você existir, minha querida “irmã”.

GragoSol

Esquizofrenia: aprendendo para ajudar

 


O que é ? 

   O nome esquizofrenia vem do grego arcaico de esquizo “dividir” e frenia “mente” ou mente dividida.

   A esquizofrenia é uma doença mental complexa que reflete alterações no funcionamento cerebral. Embora as causas não sejam conhecidas, sabe-se que, além da genética, outros fatores, nomeadamente ambientais, têm sido implicados na sua etiopatogénese e, apesar de não haver ainda consenso sobre esta matéria, parece tratar-se de uma doença do neurodesenvolvimento, presente desde o nascimento, mas com manifestações tardias.

  Estas surgem, geralmente, na adolescência ou no início da idade adulta (entre os 15 e os 25 anos), podendo contudo manifestar-se mais tarde, após os 40 anos. Estima-se que atinja cerca de 1% da população mundial.

  A esquizofrenia pode ser altamente incapacitante. Se não for precocemente detetada e tratada, pode afetar de modo significativo a vida emocional, familiar, social, escolar e laboral do indivíduo.

 

Sintomas.

 É na adolescência (ou pouco após esta) que geralmente aparecem os primeiros sinais de esquizofrenia. Os sintomas são, contudo, muitas vezes confundidos com comportamentos habituais da idade, o que faz com que a doença nem sempre seja diagnosticada de forma atempada. Alguns dos sintomas iniciais de esquizofrenia incluem:

  • Isolamento social
  • Irritabilidade
  • Paranoia
  • Tristeza constante ou depressão
  • Apatia
  • Perda de memória
  • Dificuldade de concentração 
  • Delírios
  • Alucinações

A esquizofrenia pode manifestar-se através de um conjunto de sintomas que envolvem alterações do pensamento, da perceção, do comportamento e do afeto. O discurso pode tornar-se repetitivo, incoerente ou incompreensível. A perceção sensorial pode estar alterada, ocorrendo, por exemplo, alucinações auditivas ou visuais A resposta emocional pode estar diminuída e a distinção entre realidade e fantasia pode estar comprometida.

 

Mito ou Verdade?

  É possível identificar sinais que podem indicar o surgimento da esquizofrenia?

 Sim. Em geral, 80% das esquizofrenias começam por um certo alheamento em relação às circunstâncias que rodeiam o paciente. São sintomas que ocorrem mais no íntimo dos indivíduos e causam menos impacto nos outros – isolamento, olhar perdido, indiferença. É uma fase caracterizada por muita tensão e ansiedade. A pessoa sente que algo está acontecendo, mas não sabe dizer o que é. O quadro de alucinações e de delírios, que chama mais atenção, surge mais tarde.

O consumo de drogas pode estar associado ao surgimento da doença?

Sim. Sabe-se que alguns agentes são gatilhos importantes para o início das alterações cerebrais e para o posterior aparecimento dos sintomas da doença. O uso de drogas e o tabagismo estão entre esses fatores de risco.

Pessoas com o transtorno perdem a capacidade de ter emoções?

Não. Os pacientes com esquizofrenia seguramente sentem, mas têm dificuldades de expressar seus sentimentos. Por isso as pessoas tendem a interpretar que eles não possuem mais a capacidade de ter emoções. No seu íntimo, no entanto, sofrem, com essa limitação.

O interesse por temas exóticos é uma característica da doença?

Sim. Alguns pacientes com o transtorno podem apresentar interesse por temas exóticos, místicos e religiosos, assim como qualquer outra pessoa. A diferença, neste caso, é que o assunto passa a dominar o dia a dia do paciente. A ocorrência de dúvidas sobre sua existência também é comum no início dos sintomas.

Pacientes com esquizofrenia são desatentos e têm dificuldades de memória?

Sim. As pessoas com tendência de desenvolver a enfermidade podem apresentar problemas de concentração, memória e de aprendizado, que levam a uma diminuição da capacidade de raciocínio lógico. Apresentam tambem sintomas de ansiedade, como palpitações, taquicardia, falta de ar e inquietação. Por esse motivo, muitas vezes a esquizofrenia é confundida inicialmente com depressão ou outras desordens como pânico e transtorno obsessivo-compulsivo.

Mudanças na aparência e nos cuidados com a higiene são comuns na esquizofrenia?

Sim. É possível que eles apresentem uma negligência na higiene básica por apresentar um quadro de desmotivação, passando a vestir roupas inapropriadas ou sujas. Além disso, o paciente também descuida da alimentação.

A violência é um comportamento constante do transtorno?

Não. Pessoas com esquizofrenia podem ter momentos de agressividade, quando em crise, mas em 93% dos casos não são violentas. O que ocorre mais frequententemente é que pacientes com esquizofrenia, principalmente aqueles que vivem como habitantes das ruas, sejam vítimas da violência urbana.

A esquizofrenia é uma condição de difícil tratamento?

Não. Nas últimas décadas, houve grande avanço no tratamento da esquizofrenia. A medicação é a base da terapia. Ela tanto controla a crise na fase aguda da doença, como ajuda a prevenir recaídas, com o uso de medição por um longo prazo. Apesar de essa necessidade de tratamento prolongado ser bem reconhecida pelo médico, frequentemente, não é sempre bem aceita pelos pacientes, que acabam interrompendo a medicação, já que se sentem bem e não veem motivo para continuar tomando o remédio. Em alguns casos, a introdução das terapias de ação prolongada, de uso injetável, é uma alternativa para possibilitar maior adesão ao tratamento desse perfil de paciente, pois a aplicação pode ter um espaço de semanas.

Finalização

  A esquizofrenia é uma doença que afeta cerca de 4 milhões de pessoas no mundo, e uma doença que precisa ser muito estudada ainda, a cada ano descobrimos novas coisas como tratamentos os sintomas menos comuns, mas o que não podemos esquecer que é uma doença perigosa e precisamos ficar atentos, mesmo que os pacientes não sejam violentos, sem o tratamento correto eles podem entrar em crise e  se machucarem ou machucar as pessoas ao seu redor, então lembrem: o melhor remédio e o tratamento precoce.


Organizado por Pedro M. Pultrini

Minha Melhor Palavra (GragoSol)

 

A vida é uma rosa

 

A vida parece um mar de rosas
Por fora ela é bonita
Uma dádiva concedida
Mas espinhosa
Quase venenosa
Elas até parecem
O coração daqueles
Que me olham com insatisfação
Pois eles são perfeitos
Sujeitos sem defeitos
Mas ao se depararem com a realidade ficam sem jeito
A rima eu crio
E me alucino
Em palavras inexatas sobre a dor
Enquanto tranco meu amor
Para tentar não sofrer o martírio do amor.

 

 

 

Mágoas tão minhas

 

Em meus poemas
Uso da minha caligrafia
Para representar minhas dores e simpatias
Que dentro de um lar de uma família
Que é distorcida
Onde a empatia já foi rompida
E a fraternidade não concedida
Onde a raiva e agonia
Talvez eu seja capaz de ver suas vidas
Vidas sofridas e que foram corrompidas
Com notícias e preocupações do dia a dia
A tristeza já virou rotina em meus dias.

 

 

O céu não é o limite

 

O céu pode ser seu desfecho
Mas eu não penso assim
Pois com estudos e literatura
Eu não paro nem no fim
Eu perfuro a camada
Com as minhas canetas
Escrevendo em uma caderneta
Fazendo textos
Para não virar apenas mais um neste planeta
Com dores vividas
Eu cumpro as dívidas
Que faço comigo mesmo
Procurando um futuro ao qual eu desejo.

 

 

"A vida além das telas"

     Na noite de ontem, finalizamos nossa participação no Concurso de Redação Fomentando o Saber, promovido pelo Rotary Clube de...