O que é ?
O nome esquizofrenia vem do grego arcaico de
esquizo “dividir” e frenia “mente” ou mente dividida.
A esquizofrenia é uma doença mental
complexa que reflete alterações no funcionamento cerebral. Embora as causas não
sejam conhecidas, sabe-se que, além da genética, outros fatores, nomeadamente ambientais,
têm sido implicados na sua etiopatogénese e, apesar de não haver ainda consenso
sobre esta matéria, parece tratar-se de uma doença do neurodesenvolvimento,
presente desde o nascimento, mas com manifestações tardias.
Estas surgem, geralmente, na adolescência ou no início da idade adulta
(entre os 15 e os 25 anos), podendo contudo manifestar-se mais tarde, após os
40 anos. Estima-se que atinja cerca de 1% da população mundial.
A esquizofrenia pode ser altamente incapacitante. Se não for
precocemente detetada e tratada, pode afetar de modo significativo a vida
emocional, familiar, social, escolar e laboral do indivíduo.
Sintomas.
É na adolescência (ou
pouco após esta) que geralmente aparecem os primeiros sinais de esquizofrenia.
Os sintomas são, contudo, muitas vezes confundidos com comportamentos habituais
da idade, o que faz com que a doença nem sempre seja diagnosticada de forma
atempada. Alguns dos sintomas iniciais de
esquizofrenia incluem:
- Isolamento social
- Irritabilidade
- Paranoia
- Tristeza constante ou depressão
- Apatia
- Perda de memória
- Dificuldade de concentração
- Delírios
- Alucinações
A esquizofrenia
pode manifestar-se através de um conjunto de sintomas que envolvem alterações
do pensamento, da perceção, do comportamento e do afeto. O discurso pode
tornar-se repetitivo, incoerente ou incompreensível. A perceção sensorial pode
estar alterada, ocorrendo, por exemplo, alucinações auditivas ou visuais A
resposta emocional pode estar diminuída e a distinção entre realidade e
fantasia pode estar comprometida.
Mito ou Verdade?
É possível identificar sinais que podem indicar o
surgimento da esquizofrenia?
Sim. Em geral, 80% das esquizofrenias começam
por um certo alheamento em relação às circunstâncias que rodeiam o paciente.
São sintomas que ocorrem mais no íntimo dos indivíduos e causam menos impacto
nos outros – isolamento, olhar perdido, indiferença. É uma fase caracterizada
por muita tensão e ansiedade. A pessoa sente que algo está acontecendo, mas não
sabe dizer o que é. O quadro de alucinações e de delírios, que chama mais
atenção, surge mais tarde.
O consumo de drogas pode estar associado ao surgimento da doença?
Sim. Sabe-se que alguns agentes são gatilhos
importantes para o início das alterações cerebrais e para o posterior
aparecimento dos sintomas da doença. O uso de drogas e o tabagismo estão entre
esses fatores de risco.
Pessoas com o transtorno
perdem a capacidade de ter emoções?
Não. Os pacientes com esquizofrenia seguramente sentem, mas têm
dificuldades de expressar seus sentimentos. Por isso as pessoas tendem a
interpretar que eles não possuem mais a capacidade de ter emoções. No seu
íntimo, no entanto, sofrem, com essa limitação.
O interesse por temas
exóticos é uma característica da doença?
Sim. Alguns pacientes com o transtorno podem apresentar interesse por
temas exóticos, místicos e religiosos, assim como qualquer outra pessoa. A
diferença, neste caso, é que o assunto passa a dominar o dia a dia do paciente.
A ocorrência de dúvidas sobre sua existência também é comum no início dos
sintomas.
Pacientes com esquizofrenia
são desatentos e têm dificuldades de memória?
Sim. As pessoas com tendência de desenvolver a enfermidade podem
apresentar problemas de concentração, memória e de aprendizado, que levam
a uma diminuição da capacidade de raciocínio lógico. Apresentam tambem sintomas
de ansiedade, como palpitações, taquicardia, falta de ar e inquietação. Por
esse motivo, muitas vezes a esquizofrenia é confundida inicialmente com
depressão ou outras desordens como pânico e transtorno obsessivo-compulsivo.
Mudanças na aparência e nos
cuidados com a higiene são comuns na esquizofrenia?
Sim. É possível que eles apresentem uma negligência na higiene
básica por apresentar um quadro de desmotivação, passando a vestir roupas
inapropriadas ou sujas. Além disso, o paciente também descuida da alimentação.
A violência é um
comportamento constante do transtorno?
Não. Pessoas com esquizofrenia podem ter momentos de agressividade,
quando em crise, mas em 93% dos casos não são violentas. O que ocorre mais
frequententemente é que pacientes com esquizofrenia, principalmente aqueles que
vivem como habitantes das ruas, sejam vítimas da violência urbana.
A esquizofrenia é uma
condição de difícil tratamento?
Não. Nas últimas décadas, houve grande avanço no tratamento da
esquizofrenia. A medicação é a base da terapia. Ela tanto controla a crise na
fase aguda da doença, como ajuda a prevenir recaídas, com o uso de medição por
um longo prazo. Apesar de essa necessidade de tratamento prolongado ser bem
reconhecida pelo médico, frequentemente, não é sempre bem aceita pelos
pacientes, que acabam interrompendo a medicação, já que se sentem bem e não
veem motivo para continuar tomando o remédio. Em alguns casos, a introdução das
terapias de ação prolongada, de uso injetável, é uma alternativa para
possibilitar maior adesão ao tratamento desse perfil de paciente, pois a
aplicação pode ter um espaço de semanas.
Finalização
A esquizofrenia é uma doença que afeta cerca
de 4 milhões de pessoas no mundo, e uma doença que precisa ser muito estudada
ainda, a cada ano descobrimos novas coisas como tratamentos os sintomas menos
comuns, mas o que não podemos esquecer que é uma doença perigosa e precisamos
ficar atentos, mesmo que os pacientes não sejam violentos, sem o tratamento
correto eles podem entrar em crise e se
machucarem ou machucar as pessoas ao seu redor, então lembrem: o melhor remédio
e o tratamento precoce.
Organizado por Pedro M. Pultrini