É de suma importância falar sobre a persistência de relacionamentos abusivos vivenciados por tantas pessoas, em especial, as mulheres. Um relacionamento muitas vezes só é visto como abusivo quando ocorre agressão física, mas é aí que as pessoas se enganam, é também abusivo quando o parceiro priva sua parceira de sair e manter contato com amigos e outras pessoas em geral, até mesmo familiares. O perfil de um abusador é uma pessoa controladora, que manipula e agride de diversas formas, sejam elas verbais ou não verbais.
Um exemplo de uma figura
extremamente conhecida no movimento feminista é a Frida Khalo, que viveu
durante anos dentro de um relacionamento abusivo. A mesma permaneceu casada com
Diego Rivera durante 25 anos, entre muitas traições da parte dele, Frida sabia
que ele a traía e isso lhe trazia muita angústia e tristeza, mas com o passar
do tempo foi se acostumando e aceitando essa situação, pois pensava que não
conseguiria viver sem ele.
Frida era uma mulher extremamente
forte, sua força inspira milhares de mulheres até hoje. Ao contrário do que
muitos pensam, as mulheres não “aceitam” viver em um relacionamento abusivo
porque é fraca, nenhuma mulher aceita viver em uma tortura como esta. Mas o
abusador as mantêm presas dentro desse círculo vicioso de perdão que as fazem
pensar que o amor tudo pode perdoar, que elas precisam deles para serem felizes
e amadas, mas não, as mulheres e nem ninguém precisam de uma pessoa
controladora e que ofuscam o seu brilho causando dependência emocional e muitas
das vezes até morte, quando o abusador por pensar que a vítima é propriedade
dele, comete homicídio ou feminicídio, causado por ciúmes extremo.
Muitas pessoas passam anos dentro
de um relacionamento tóxico, mas não percebem que aquela relação não é
saudável. Para ensinar essas pessoas desde cedo como identificar uma relação
abusiva e como sair dela, o Ministério da Educação deveria implantar um
conteúdo no currículo das escolas que ensine como identificar uma relação
tóxica e como sair dela, para quando esses jovens e adolescentes estiverem
dentro de um relacionamento abusivo, não corram risco de permanecer nele, ou de
ser o abusador. Para as pessoas que não frequentam mais as escolas, o poder
Público deveria fazer propagandas informativas sobre relacionamentos abusivos
por meios de comunicação, como por exemplo a TV aberta, seria um alerta e
conscientização para pessoas que estejam vivendo essa tortura e risco eminente
de morte.
Juliana Pereira
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