sábado, 17 de abril de 2021

Homicídio ou direito de escolha?


            Aborto refere-se à interrupção da gravidez causada pela remoção do feto ou embrião antes que o feto tenha a capacidade de sobreviver fora do útero. O aborto espontâneo é denominado aborto espontâneo ou "interrupção involuntária da gravidez". O aborto intencional é denominado "aborto induzido" ou "interrupção voluntária da gravidez". Isoladamente, o termo "aborto" geralmente se refere a um aborto induzido. Se o feto já consegue sobreviver fora do útero, esse processo é denominado "terminação do terceiro trimestre".

Quando são permitidos por lei, os abortos em países desenvolvidos são um dos procedimentos médicos mais seguros que existem. Por outro lado, abortos inseguros e clandestinos realizados por equipamentos não treinados e contaminados ou pessoas não treinadas em instalações instáveis causam 47.000 mortes maternas e 5 milhões de hospitalizações a cada ano.

            Grupos anti-aborto geralmente afirmam que o embrião ou feto é uma pessoa que tem direito à vida e compara o aborto a assassinato. As igrejas católicas e evangélicas condenam qualquer aborto espontâneo, até mesmo aborto de fetos sem cérebro, porque acreditam que a vida começa depois que um embrião é formado. A ciência está dividida sobre esse assunto, mas alguns cientistas acreditam que a vida começa após a décima segunda semana de gravidez, quando o sistema nervoso central começa a se formar.

Grupos que defendem a legalização do aborto costumam alegar que as mulheres têm o direito de determinar seu próprio corpo. Forçar a gravidez por lei é uma violação dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Não importa como ela nasceu para preparar e ter filhos, nem todos são necessariamente capazes ou dispostos a cuidar, proteger e assumir a responsabilidade da criança. Considerar a maternidade como destino é caluniar a possibilidade de escolha das mulheres, fazer com que as mulheres cometam crimes antes da lei, cometam crimes antes da religião, e não tenham afeto pela sociedade.

Embora haja muita discussão sobre o aborto, às vezes parece que este pode ser um fenômeno atual derivado da vida moderna, mas esse método existe há muito tempo e existe em uma variedade de culturas. Portanto, precisamos entender como lidar com essa prática ao longo da história.

Tainá Batista

Amor... um tema universal, mas quais os tipos de amores existentes?

    Essa pergunta parece ser simples de responder, porém muito pelo contrário, a resposta para essa pergunta é muito mais complexa do que pensamos. A confusão começa na linguagem, vamos usar de exemplo os gregos, enquanto que nós usamos a palavra paixão ou amor para definir esse sentimento, eles tinham oito maneiras de se referirem ao amor.

    O primeiro desses jeitos é conhecido como: Eros, o amor sexual. Nesse amor a pessoa se atrai pela qualidade visual da outra, no caso a aparência, corpo escultural e roupas sensuais.


 

    Esse amor é irresistível, mas como representando por esse deus da imagem, uma hora ele voa, ele acaba. 

    O segundo é o amor chamado de Philia, amor amigável. Esse amor vem da base da afeição construída ao longo do tempo, ele pode ser direcionado a um amigo, você o ama, mas pode ser também como amigo; ou então, este amor é aquele que você cria uma afeição pela pessoa; alguns filósofos, como Aristóteles, gostam da philia, pois ele é duradouro.

 


    O amor philia é bem representado por essas crianças da imagem, um amor que pode evoluir para namorados ou então ficar como amigos, esse laço demorará para acabar.

    O terceiro é o Agápe, o amor essencial, esse amor consiste em gostar da imperfeição dos outros, esse amor ocorre quando a pessoa enxerga as falhas de alguém, mas mesmo assim o ama.  Agápe é muito usado para se referir à paixão que Jesus tinha pela humanidade, pois ele se importava com os seres humanos mesmo com seus erros. Essa paixão ocorre muito quando alguém assiste a um filme ou desenho e começa a gostar do vilão ou daquele personagem que é mais triste e depressivo, podemos usar de exemplo o Batman e o Bojack.

         


    Batman: Um herói que muitas vezes tentou salvar sua cidade, possui um senso de justiça enorme, se recusa a matar as pessoas, no entanto muitas vezes já fez isso. Durante dia um empresário e de noite um vigilante, que sempre tentava cumprir seu papel, mas sempre saía tudo certo? Podemos dizer que não e por muitas vezes ele fazia o “máximo” possível, e por conta desse erro ele acabou sendo incriminado pela polícia, mas o público acaba gostando dele, pois ele representa nosso desejo mais interno, querer usar a violência para resolver os problemas.



    Bojack, The Horseman: Bojack, um ator falido, quando era adolescente fez uma série de grande sucesso, mas ao decorrer do tempo ele foi sendo esquecido e as pessoas começaram a parar de dar atenção a ele, quando isso aconteceu ele começou a dar festas e se drogar, ou fazer qualquer coisa perigosa para ter um pouco de diversão, mas ao contrário do que esse texto passa, o espectador não sente raiva ou dó dele, sente empatia pelo fato de ele representar grande parte das pessoas dessa era, pessoas que colocam pressão em si mesmas, ou objetivos muito difíceis de serem alcançados, e quando falham entram em desespero e acham que falharam na vida.

    Vamos ao quarto tipo, o amor storgé, o amor fraternal e familiar, esse amor é do sentimento que surge da mãe, do pai, do primo, do  irmão, ou seja, da família.

 


    Habitualmente esse amor fica nessa relação familiar, e poucas vezes vai para uma relação sexual ou romântica.

    Agora temos o amor Epithymia, desejo romântico, esse amor consiste em desejar alguém, aquele típico amor escolar, em que a criança deseja a outra, mas tem medo de se declarar. E quando a pessoa resolve se declarar, usa as cartas. Como podemos ver essa carta de exemplo.

 


    Poucas vezes esse amor floresce, mas se acontecer, normalmente eles não falaram sobre seu amor abertamente, iguais aos outros amores.

    Quase no fim da lista está o amor prágmático ou prágma, ato sexual ilícito, esse tipo de relacionamento ainda é um tabu em nossa sociedade, muitas vezes ocultado pela sociedade, por envolver os corpos nus.

 

    Esse amor veio da nossa evolução para querermos procriar, mas ainda sim existem o caso do sexo entre o mesmo gênero, esse tipo de relação está em todo os animais, como macacos, golfinhos, seres humanos, etc.

    Agora temos o amor Thélema, esse amor é o amor ao desejo, só que ao contrário do amor Epithymia, ele é mais doentio, pois ele é basicamente assim.

 


    Ou seja, sugere que a pessoa tem que fazer o que quiser, pois o desejo é lei, machucar alguém, quebrar algo, tudo está certo e nada está errado, esse amor gera vários casos de sequestros, pois se alguém deseja uma namorada, pode até sequestrar a pessoa, e como tudo que eles fazem é certo, eles não pensam nas consequências. E, se pensam, não se preocupam com o resto, apenas com ele.

    Mnáomai, o amor cortês. Esse amor ocorre quando a pessoa deseja ter um relacionamento sério, casamento e tudo mais.

 


Normalmente, querem ter filhos, relações sexuais e uma base estável. Esse amor normalmente surge da Philia e do Agápe, poucas vezes vem dos outros tipos de amores.


Este texto foi feito para mostrar a diferença cultural entre nós, brasileiros, e os gregos, visto que eles usavam vários termos para se referirem ao amor. A seguir, um resumo deste texto.

Eros, o amor sensual, amor pela beleza da pessoa e é efêmero; 

Philia, o amor amigável, amor construído e duradouro;

Agápe, o amor essencial, amar a pessoa por completo;

Storgé, o amor familiar, amor que sentimos pelo pai, mãe e membros familiares;

Epithymia, amor pelo desejo, quando você deseja alguém;

Prágma, o amor sexual ilícito, relações sexuais;

Thélema, obsessão pelo desejo, quando você é obstinado a obter aquilo, sem se importar com a opinião alheia; 

Mnáomi, o amor cortês, quando você pede seu amado em casamento e deseja construir uma família.


GragoSol

O feminismo nos degraus da história

 


O feminismo é um movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos de mulheres e homens. A história do feminismo é bem recente, até o século XIX a mulher era vista como o “sexo frágil’’, não possuía o mesmo direito que os homens, como o direito de fala, ao voto e à educação. A mulher servia apenas para fins sexuais, cuidar dos filhos e cumprir com os afazeres domésticos, estando sempre em uma posição inferior à do homem.

Para analisar esse tema, um fato histórico colabora na reflexão: a revolução francesa, já que esta foi um grande marco para o feminismo, pois foi aí que o movimento ganhou força e começou a se expandir por diversos lugares do mundo. Em 1789 foi aprovada a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”, contemplando direitos individuais e coletivos apenas dos homens, causando uma revolta entre as mulheres, o que fez com que elas se posicionassem e fossem em busca de seus direitos. Inspirada nesse contexto, em 1791, a feminista francesa Olympe de Gouges escreveu a “ Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã”, no documento ela criticava a declaração da revolução, pois era somente aplicada aos homens. Por esse motivo, ela foi executada em Paris, dia 3 de novembro de 1793.

Olympe de Gouges foi só uma entre tantas mulheres que foram mortas e silenciadas por irem à luta de conquistar os seus direitos. O feminismo é crucial para as mulheres, ele trouxe muitas conquistas para as mesmas, como o direito à educação (1827), direito ao voto (1918), autonomia feminina (1962), conquista aos direitos reprodutivos (1960), Lei Maria da Penha (2006) e muitos outros direitos conquistados por mulheres que foram à luta e levantaram a bandeira feminista. Apesar de tantas conquistas, muitas pessoas não aderem ao movimento por falta de informação, essas pessoas confundem feminismo como o contrário de machismo, que coloca a mulher como superior ao homem, mas o feminismo é a luta por direitos iguais.

Para diminuir essa desinformação, o poder público deveria iniciar uma campanha em diversos meios de comunicação, como por exemplo, a TV aberta, e trazer conhecimento para as pessoas leigas, por meio de reportagens e vídeos informativos do que é o feminismo, as conquistas que ele proporcionou para a população e a importância desse movimento. Alcançando também as mulheres vítimas de agressão e mostrando a elas que existem leis que as protegem e direitos que elas possuem. Assim, encorajando-as a denunciar o agressor por meio do disque 100 e o ligue 180.

Juliana Pereira


segunda-feira, 5 de abril de 2021

Diversidade cultural no Brasil e no mundo

 

    


    O mundo é uma grande bola de sociedades com diversas culturas e costumes que interferem no dia a dia de uma comunidade, como na linguagem, nas roupas, na alimentação, nas danças, nas músicas, na religião, e outros aspectos.

    Para chegarmos no Brasil que temos hoje tivemos muitas influências culturais de diversos povos como os indígenas, portugueses, africanos, italianos, espanhóis, japoneses entre outros. 

    As grandes influências religiosas no Brasil são como exemplo o candomblé, cristianismo e as várias religiões indígenas, assim trazendo um grande leque de culturas, tradições e costumes para o meio brasileiro. 

    Entretanto, a grande diversidade cultural não é apenas no Brasil, mas em todos os países, como por exemplo podemos citar o Estados Unidos que recebem imigrantes todos os anos, ou o Canadá que foi colonizado por britânicos e franceses, assim tendo duas línguas oficiais, o francês e o inglês.

      É bom lembrar, que nenhuma cultura, religião, costume, tradição etc. é melhor ou superior a outra, além disso vivemos em um mundo diverso de pessoas de diferentes cores de pele, gêneros, línguas, religiões, modos de agir ou de pensar.

     O passado nos ensinou muito sobre isso, um ótimo meio de demonstrar o que a ignorância cultural pode nos causar foi a caça às bruxas, que foi uma perseguição religiosa que começou no século XV e foi até o século XVII; em diversos países pelo mundo, as pessoas eram perseguidas, torturadas, mortas, acusadas de bruxaria. 

    Muitas vezes por apenas pensar diferente do grupo que estava no poder, milhares de pessoas foram mortas acusadas de bruxaria, em sua maioria mulheres, e até mesmo animais foram mortos, como os gatos que eram vistos como bruxas que se transformavam em companheiros de bruxas. 

    Esses horrores trouxeram consequências terríveis, uma vez que nessa época a grande falta de higiene aliada ao extermínio de gatos fez crescer muito a quantidade de ratos, os quais tinham as pulgas que transmitiam a peste bubônica que levou entre 75 a 200 milhões de mortes.

    Enfim, é importante considerar esses fatos citados e incentivar o respeito à diversidade cultural, só assim ficaremos livres de mais tragédias e poderemos um dia ter um mundo mais pacífico e produtivo.

Pedro Miguel Pultrini


"A vida além das telas"

     Na noite de ontem, finalizamos nossa participação no Concurso de Redação Fomentando o Saber, promovido pelo Rotary Clube de...