Essa pergunta poderia ser respondida facilmente com a resposta, “é por causa da reprodução”, mas a atração também ocorre por seres do mesmo gênero, então vou explicar o motivo de amarmos usando fatos científicos.
Os besouros-castanhos
machos usam um truque diferente. Eles copulam entre si e até depositam esperma
no parceiro. Se o macho que estiver carregando esse esperma acasalar depois com
uma fêmea, esse esperma poderá ser transferido – assim, o macho que produziu o
esperma fertiliza uma fêmea sem ter que cortejá-la.
Em ambos os casos, os
machos estão usando um comportamento homossexual como uma maneira de fertilizar
mais fêmeas.
Por isso, fica claro porque
esses comportamentos podem ter sido favorecidos durante a evolução das
espécies. Mas também se nota que essas duas espécies estão longe de serem
estritamente homossexuais.
Entre aves, algumas fêmeas se unem a outras para cuidar de
seus filhotes
Outros animais, no
entanto, realmente parecem ser totalmente homossexuais. Um deles é o albatroz-de-laysan, que
vive no arquipélago americano do Havaí.
Entre esses enormes
pássaros, os casais normalmente permanecem 'casados' por toda a vida e
participam ativamente dos cuidados com os filhotes.
Mas em uma população da
ilha de Oahu, 31% dos casais são formados por duas fêmeas sem parentesco entre
si. E mais: elas cuidam de filhotes cujos pais são machos que já estão em um
'casamento estável' com outra fêmea, mas 'pulam a cerca' para acasalar com uma
ou ambas as fêmeas do casal de mesmo sexo.
Segundo a bióloga Marlene
Zuk, da Universidade de Minnesota, se as fêmeas de albatrozes não criassem seus
filhotes com outra fêmea, teriam mais dificuldades para chocar seus ovos e
buscar comida.
E se olharmos para nossos
parentes mais próximos, os primatas humanoides? Os
bonobos, por exemplo, são uma espécie de chimpanzé extremamente ativa
sexualmente. Tanto machos quanto fêmeas apresentam comportamentos homossexuais.
Mas o sexo entre esses
animais também tem a função de consolidar as relações sociais. Bonobos podem
usar o sexo para se aproximar de membros dominantes do grupo e assim ganhar
mais status. Até mesmo os mais jovens costumam confortar outros com abraços e
atos sexuais.
Algumas espécies de
golfinhos também apresentam comportamentos homossexuais que os ajudam dentro do
grupo. Mas, no fim, todos acasalam com membros do outro sexo para se reproduzirem.
Todas essas espécies
seriam melhor descritas como 'bissexuais', pois transitam facilmente entre os
dois comportamentos e não mostram uma orientação sexual consistente.
Homossexuais “puros”
Apenas duas espécies reconhecidamente exibem preferência pelo mesmo sexo pelo
resto da vida, mesmo quando há parceiros suficientes do outro sexo. Uma delas,
claro, é a espécie humana. A outra é o carneiro domesticado.
Em rebanhos ovinos, até 8%
dos machos preferem outros machos mesmo quando há fêmeas férteis no grupo.
Em 1994, neurocientistas
descobriram que esses machos tinham o cérebro ligeiramente diferente do resto,
com um hipotálamo menor – a parte que controla a liberação de hormônios sexuais.
Isso endossaria o polêmico
estudo do neurocientista Simon LeVay, que em 1991 descreveu uma diferença entre
a estrutura cerebral de homens gays e heterossexuais.
Mas LeVay acredita que
carneiros selvagens não apresentam o mesmo comportamento. Segundo ele, o animal
domesticado foi aos poucos sendo 'manipulado' por criadores para produzir
fêmeas que se reproduzem o mais frequentemente possível, o que pode ter
permitido o aumento do número de machos homossexuais.
Por isso, tanto LeVay
quanto Vasey afirmam que os humanos são o único caso documentado de
'verdadeira' homossexualidade entre animais selvagens.
Talvez nunca encontremos
um animal selvagem que seja estritamente homossexual como muitos humanos. Mas
podemos estar certos de que vamos descobrir cada vez mais animais que não se
encaixam nas categorias tradicionais de orientação sexual.
Eles usam o sexo para
satisfazer todo tipo de necessidade, do simples prazer à afirmação social. E
isso exige flexibilidade.
Resumidamente,
podemos dizer que o amor é uma forma de procriação, afirmação social, nutrir
nossos desejos sociais e sexuais. Então com base nessas pesquisas, os locais
também favorecem o local, ou seja, a cultura. Em um lugar onde a religião é
mussoumana, tu seria morto apenas por gostar de alguém da sua espécie, em
contra-partida temos a Islândia, um país considerado ótimo para os
homossexuais, ou seja, um país que você pode amar livremente quem você quiser.
Espero ter ajudado vocês leitores a entender um pouco de como é o amor, usando
bases científicas.
GragoSol






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