quinta-feira, 6 de maio de 2021

Qual o sentido do amor?

 Essa pergunta poderia ser respondida facilmente com a resposta, “é por causa da reprodução”, mas a atração também ocorre por seres do mesmo gênero, então vou explicar o motivo de amarmos usando fatos científicos.




Com base na pesquisa da Carmita Abdo, psiquiatra coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o amor nada mais é do que o resultado de várias reações químicas do cérebro, e existe com o intuito único de alastrar a nossa espécie sobre este planeta. Em outras palavras, amamos porque somos o resultado de um processo evolutivo bem sucedido.

 Mas ainda sim isso não explica totalmente o fato de amarmos, pois existem seres que sentem atração pelo mesmo gênero, ou seja, como eles iriam sentir atração sendo que não procriam? Bom, essa resposta pode ser respondida com base no livro Biological Exuberance, de Bruce Bagemihl, publicado em 1999. O texto citava inúmeros exemplos de relações homossexuais em uma gigantesca variedade de espécies, que logo viraram objeto de estudo sistemático por parte dos cientistas.

Segundo Vasey, apesar de centenas de espécies terem sido observadas tentando realizar práticas sexuais com parceiros do mesmo sexo em ocasiões isoladas, poucos fazem isso perpetuamente em sua vida.


No caso dos macacos-japoneses, Vasey e sua equipe observaram que mesmo participando de relações sexuais com outras fêmeas, elas continuavam interessadas nos machos. Entre esses animais, as fêmeas frequentemente montam no macho, aparentemente elas fazem isso para incentivá-lo a acasalar.


E em alguns casos, existem razões evolucionárias para explicar o comportamento homossexual dos animais, podemos usar de exemplo os machos da espécie moscas-das-frutas, que em seus primeiros 30 minutos de vida tenta copular com qualquer mosca que ver. Só depois eles aprendem a reconhecer o odor das fêmeas virgens e se concentram nelas.
Essa abordagem de tentativa e erro pode parecer ineficaz. Mas o biólogo David Featherstone, da Universidade de Illinois, discorda e acha eficaz para a sobrevivência da espécie. Na natureza, moscas de diferentes habitats podem mostrar misturas de feromônios ligeiramente diferentes, logo se eles fossem programados para reconhecer apenas um tipo de odor poderiam perder oportunidades de ter filhotes, esta opinião foi retratada pelo biólogo David Featherstone em que ele diz “Um macho poderia perder a oportunidade de ter filhotes viáveis se fossem programados para reconhecer apenas um tipo de odor”.



Os besouros-castanhos machos usam um truque diferente. Eles copulam entre si e até depositam esperma no parceiro. Se o macho que estiver carregando esse esperma acasalar depois com uma fêmea, esse esperma poderá ser transferido – assim, o macho que produziu o esperma fertiliza uma fêmea sem ter que cortejá-la.

Em ambos os casos, os machos estão usando um comportamento homossexual como uma maneira de fertilizar mais fêmeas.

Por isso, fica claro porque esses comportamentos podem ter sido favorecidos durante a evolução das espécies. Mas também se nota que essas duas espécies estão longe de serem estritamente homossexuais.


Entre aves, algumas fêmeas se unem a outras para cuidar de seus filhotes

Outros animais, no entanto, realmente parecem ser totalmente homossexuais. Um deles é o albatroz-de-laysan, que vive no arquipélago americano do Havaí.

Entre esses enormes pássaros, os casais normalmente permanecem 'casados' por toda a vida e participam ativamente dos cuidados com os filhotes.

Mas em uma população da ilha de Oahu, 31% dos casais são formados por duas fêmeas sem parentesco entre si. E mais: elas cuidam de filhotes cujos pais são machos que já estão em um 'casamento estável' com outra fêmea, mas 'pulam a cerca' para acasalar com uma ou ambas as fêmeas do casal de mesmo sexo.

Segundo a bióloga Marlene Zuk, da Universidade de Minnesota, se as fêmeas de albatrozes não criassem seus filhotes com outra fêmea, teriam mais dificuldades para chocar seus ovos e buscar comida.

Mas, novamente, não se trata de animais principalmente homossexuais. Estudos dessa e de outras espécies de pássaros sugerem que a união homossexual ocorre como uma resposta à falta de machos e é mais rara quando uma população tem uma proporção mais equilibrada entre os dois sexos.


E se olharmos para nossos parentes mais próximos, os primatas humanoides? Os bonobos, por exemplo, são uma espécie de chimpanzé extremamente ativa sexualmente. Tanto machos quanto fêmeas apresentam comportamentos homossexuais.

Mas o sexo entre esses animais também tem a função de consolidar as relações sociais. Bonobos podem usar o sexo para se aproximar de membros dominantes do grupo e assim ganhar mais status. Até mesmo os mais jovens costumam confortar outros com abraços e atos sexuais.

Algumas espécies de golfinhos também apresentam comportamentos homossexuais que os ajudam dentro do grupo. Mas, no fim, todos acasalam com membros do outro sexo para se reproduzirem.

Todas essas espécies seriam melhor descritas como 'bissexuais', pois transitam facilmente entre os dois comportamentos e não mostram uma orientação sexual consistente.

Homossexuais “puros”

Apenas duas espécies reconhecidamente exibem preferência pelo mesmo sexo pelo resto da vida, mesmo quando há parceiros suficientes do outro sexo. Uma delas, claro, é a espécie humana. A outra é o carneiro domesticado.

Em rebanhos ovinos, até 8% dos machos preferem outros machos mesmo quando há fêmeas férteis no grupo.

Em 1994, neurocientistas descobriram que esses machos tinham o cérebro ligeiramente diferente do resto, com um hipotálamo menor – a parte que controla a liberação de hormônios sexuais.

Isso endossaria o polêmico estudo do neurocientista Simon LeVay, que em 1991 descreveu uma diferença entre a estrutura cerebral de homens gays e heterossexuais.

Mas LeVay acredita que carneiros selvagens não apresentam o mesmo comportamento. Segundo ele, o animal domesticado foi aos poucos sendo 'manipulado' por criadores para produzir fêmeas que se reproduzem o mais frequentemente possível, o que pode ter permitido o aumento do número de machos homossexuais.

Por isso, tanto LeVay quanto Vasey afirmam que os humanos são o único caso documentado de 'verdadeira' homossexualidade entre animais selvagens.

Talvez nunca encontremos um animal selvagem que seja estritamente homossexual como muitos humanos. Mas podemos estar certos de que vamos descobrir cada vez mais animais que não se encaixam nas categorias tradicionais de orientação sexual.

Eles usam o sexo para satisfazer todo tipo de necessidade, do simples prazer à afirmação social. E isso exige flexibilidade.

Resumidamente, podemos dizer que o amor é uma forma de procriação, afirmação social, nutrir nossos desejos sociais e sexuais. Então com base nessas pesquisas, os locais também favorecem o local, ou seja, a cultura. Em um lugar onde a religião é mussoumana, tu seria morto apenas por gostar de alguém da sua espécie, em contra-partida temos a Islândia, um país considerado ótimo para os homossexuais, ou seja, um país que você pode amar livremente quem você quiser. Espero ter ajudado vocês leitores a entender um pouco de como é o amor, usando bases científicas.

 GragoSol










Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

"A vida além das telas"

     Na noite de ontem, finalizamos nossa participação no Concurso de Redação Fomentando o Saber, promovido pelo Rotary Clube de...