quinta-feira, 6 de maio de 2021

Inclusão escolar de autistas no Brasil

 

 


O artigo 5 º da constituição brasileira garante que todos somos iguais perante a lei, e o artigo 6º diz que todos temos direito à educação. No livro de Gilberto Dimenstein, “Cidadão de papel”, ele cita diversos direitos que são garantidos por lei, mas na realidade, não são obedecidos. O autista no Brasil sofre diversos preconceitos. Na escola, a inclusão do mesmo é praticamente inválida, uma vez que existem muitos professores que não são capacitados e treinados para ensinar de forma inclusiva um aluno com TEA (Transtorno do Espectro Autista). Diante disso, é necessário a atuação do Ministério da Educação para mudanças nesse panorama.

A priori, a sociedade brasileira não foi formada sobre o pilar da ética pautada na alteridade, o que faz com que coletivos marginalizados, como autistas, tenham dificuldade de se inserir nas escolas e viverem em sociedade sem sofrerem preconceitos. Esse ideal de alteridade, proposto pelo sociólogo francês Levinas, vem de encontro com a postura cultural do brasileiro que é de não se colocar no lugar dos outros indivíduos. Muitas pessoas veem os autistas como incapazes de aprender, ler, escrever e até mesmo de frequentar as escolas, indo contra o ideal de alteridade e agindo com preconceito com as pessoas que possuem TEA.



Como consequência da cultura não empática dos brasileiros, o sistema educacional se faz exclusor e é, ainda, um dos mantenedores das desigualdades sociais. As desigualdades sociais se dão em vários aspectos, como por exemplo a incapacitação de professores que não sabem como adaptar uma aula para autistas, o que compromete o direito de total aprendizagem ao aluno deficiente. Sendo assim, a lei que garante educação a todos, não é colocada em prática.

Portanto, é crucial a intervenção do estado em parceria com o Ministério da Educação, exigindo e dando suporte aos professores para realizarem uma pós-graduação e assim, tornarem-se especialistas no ensino para deficientes, e estes, terão mais qualidade de ensino escolar. Para que a inclusão na sociedade e nas escolas seja de uma maneira pautada na ética da alteridade, os poderes do estado e do ministério da educação deveriam, por meio de uma ampla divulgação midiática, financiar desenhos animados com personagens autistas, para as crianças. Já para os jovens e adultos, poderia implantar propagandas televisivas sobre o que é o autismo, assim incluindo-os e diminuindo o preconceito das pessoas, informando-as como agir e respeitar uma pessoa autista.

Juliana Pereira

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