A vida é uma rosa
A vida
parece um mar de rosas
Por fora ela é bonita
Uma dádiva concedida
Mas espinhosa
Quase venenosa
Elas até parecem
O coração daqueles
Que me olham com insatisfação
Pois eles são perfeitos
Sujeitos sem defeitos
Mas ao se depararem com a realidade ficam sem jeito
A rima eu crio
E me alucino
Em palavras inexatas sobre a dor
Enquanto tranco meu amor
Para tentar não sofrer o martírio do amor.
Mágoas
tão minhas
Em meus poemas
Uso da minha caligrafia
Para representar minhas dores e simpatias
Que dentro de um lar de uma família
Que é distorcida
Onde a empatia já foi rompida
E a fraternidade não concedida
Onde a raiva e agonia
Talvez eu seja capaz de ver suas vidas
Vidas sofridas e que foram corrompidas
Com notícias e preocupações do dia a dia
A tristeza já virou rotina em meus dias.
O
céu não é o limite
O céu pode ser seu desfecho
Mas eu não penso assim
Pois com estudos e literatura
Eu não paro nem no fim
Eu perfuro a camada
Com as minhas canetas
Escrevendo em uma caderneta
Fazendo textos
Para não virar apenas mais um neste planeta
Com dores vividas
Eu cumpro as dívidas
Que faço comigo mesmo
Procurando um futuro ao qual eu desejo.
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